Os princípios da competitividade parte 2

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Os princípios da competitividade parte 2

Não é difícil encontrar empresas onde a função de produção ou manufatura é vista como um obstáculo para os esforços competitivos da empresa. Já vivenciei isso em algumas empresas.
Em boa parte das indústrias de manufatura que iniciei o trabalho de consultoria o discurso sempre foi o mesmo: “Nosso custo com mão de obra na fábrica é muito alto, precisamos urgentemente reduzir os custos na fabricação, pois se não o fizermos não teremos condições de ser competitivos”.
Diante dessa colocação sempre perguntei:
O que a empresa deseja da fábrica?
Que papel a produção desempenha na vida da empresa?
Essas duas questões são amplamente discutidas durante as primeiras reuniões, até que os responsáveis sentem-se convencidos de que a manufatura é a principal razão da empresa existir.
Vale lembrar que quando estamos falando de manufatura, estamos falando também de profissionais especializados e por esse motivo vendem sua mão de obra a um preço justo pelo que fazem.
O grande problema não é a mão de obra que tem o valor elevado, elevando consequentemente os custos de produção, o problema está na maneira de como os produtos são produzidos, como os recursos da empresa são utilizados e assim por diante.
O sucesso de uma indústria de manufatura está ligado diretamente ao desempenho da função de fabricação, essa deve estar acima dos seus concorrentes, ou seja, os seus produtos tem uma especificação mais próximas das necessidades dos clientes do que os produzidos pelos concorrentes. Os produtos são fabricados atendendo as necessidades do cliente final que podem ser diversas, mas que a função de manufatura terá que atender.
Olhando por esse prisma, fica fácil a identificação de que o cliente determina o que é importante.
A instalação de um conjunto de metas e objetivos para a manufatura é a tradução das necessidades reais e potenciais dos clientes, isso significa identificar, por exemplo, se o preço é mais importante do que o prazo de entrega; porém, todas as variáveis exigidas pelos clientes tem peso igual às vistas da função de manufatura.
Seja qual for a maneira de identificar as necessidades dos clientes a verdade é que a função de manufatura deverá sempre estar pronta para fabricar um produto da melhor forma possível, ou seja, fazer melhor e fazer melhor significa cinco pontos: Não cometer erros, fazer rápido, ser pontual, ser flexível e ter preço competitivo. Esses cinco pontos serão comentados um a um no próximo texto “Os princípios da competitividade parte 3”.

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