Produtividade – Eficiência – Eficácia

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Produtividade – Eficiência – Eficácia

“Não se gerencia o que não se mede não se mede o que não se define, não se define o que não se entende, não há sucesso no que não se gerencia.” Edward Deming.
A medição de desempenho esteve ligada as organizações desde o surgimento das teorias administrativas de Frederick Winslow Taylor , quando em 1898 trabalhando na Bethlehem Steel Works, conseguiu reduzir o número de funcionários nessa empresa de 600 homens para 140 homens, através de medições e estudos. Nigel Slack (1999, p.444) diz que “Antes que os gerentes de produção possam idealizar sua abordagem para o melhoramento de suas operações, eles precisam saber quão boas elas já são. A Urgência, direção de prioridades de melhoramento serão determinadas parcialmente pela identificação de se o atual desempenho de uma operação é julgado bom, ruim ou indiferente. Todas as operações produtivas, portanto, precisam de alguma forma de medida de desempenho, como pré-requisito para melhoramento.”
Para melhorar qualquer atividade e ou processos em uma organização é necessário que haja medição, mas como medir?
A resposta parece óbvia: utilizando indicadores, porém a tarefa de criar indicadores não é tão elementar quanto parece.
Antes de apresentar a definição de indicadores é importante ressaltar que a inferência científica é um dos elementos estruturais na gestão de qualquer organização, é neste elemento que são embasadas as decisões das organizações, as quais são baseadas no que é mensurável, perceptível, ou seja, fatos, dados e informações. Tachizawa; Scaico (2006, p.116).
Uma dentre tantas definições de indicadores me chamou a atenção, por ser uma definição clara e objetiva:
“Indicadores são procedimentos ou regras que associam práticas sociotécnicas a escalas, que descrevem hierarquias ou ordens de preferência nos estados do mundo”. Barbará (2006, p.295)
A análise destes procedimentos ou regras tem por objetivo retirar através das informações conclusões necessárias para apoiar a avaliação e a tomada de decisões em qualquer nível da organização, seja para melhoria das operações, análise da concorrência e ainda sendo úteis para elaborar previsões, relações de causa e efeito dentre outros.
No entanto, a utilização isolada de medidas desempenho não significa absolutamente nada. É impossível dizer que trinta mil peças produzidas em um mês é um bom resultado ou não, tudo depende das finalidades do processo, da estratégia da organização, do preço e do volume da sucata e assim por diante.
É nesse ponto que entram as definições de eficiência, eficácia e produtividade.
O entendimento de eficiência, eficácia e produtividade é de suma importância, pois o equívoco nas definições dessas três palavras pode acarretar sérios problemas às organizações. A seguir, são apresentadas diversas definições, extraídas da literatura.
“Eficiência: Relação entre o resultado alcançado e os recursos utilizados.”
Um processo pode ser eficiente, porém ineficaz e vice-versa.
A IATF (International Automotive Task Force) define eficiência e eficácia de forma clara e análoga.
“Eficácia – é quando o cliente seja interno ou externo “percebe” o resultado do indicador – Este indicador mede a eficácia do processo”.
“Eficiência – é quando o cliente externo ou interno “não percebe” o resultado do indicador – Este indicador mede a eficiência do processo”.
Tachizawa; Scaico (2006, p.20) definem eficiência como sendo a necessidade “em otimizar os recursos e melhorar a qualidade dos processos na obtenção dos produtos”. (produto ÷ recursos consumidos), e eficácia é segundo a ótica dos autores “como a preocupação em conseguir o maior valor possível para o produto junto ao mercado”. (valor conseguido ÷ produto obtido).
O critério da eficiência na produção possui dois componentes, sendo o primeiro o componente físico que tem como objetivo a redução de desperdício e o segundo componente econômico que tem como objetivo avaliar a melhor relação entre os recursos empregados e resultados gerados no ponto de vista financeiro.
(TOLEDO, 2007, p.35) diz que “a eficiência na indústria está relacionada ao trabalho da máquina, seu bom ou mal aproveitamento, depende de seus fornecedores diretos como: Engenharia de projetos, engenharia de processos, suprimentos, planejamento, manutenção, dentre outros”.
O mesmo autor diz que: produtividade é a relação entre o que se produz e o que deveria ser produzido descontando-se as horas inativas (horas que o equipamento ou recurso ficaram inativos em função de outros departamentos) do total de tempo que deveria ser produzido.
Se tomarmos como premissas as definições apresentadas as empresas devem medir a eficiência a produtividade e a eficácia, pois assim terão informações e parâmetros para atingir a excelência em gestão, aumentando seus ganhos, diminuindo seus custos e satisfazendo seus clientes, porém a empresa deve ter cuidado para não efetuar medições em excesso que pode gerar informações em excesso e que de nada servirão para melhoria de suas atividades.
Melhorar todos os processos da empresa para reduzir, por exemplo, o lead time produtivo: Eficiência.
Melhorar o aproveitamento isolado dos recursos ou células: Produtividade.
Melhorar a percepção dos clientes internos ou externos para com os indicadores: Eficácia.

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