Gestão do conhecimento como modelo estratégico para pequenas e médias empresas

De acordo com Davenport e Prusak (1998), “(…) O conhecimento tornou-se um recurso econômico proeminente, mais importante que a matéria-prima; mais importante, muitas vezes, que o dinheiro”, e, mais adiante, “o conhecimento tornou-se o principal ingrediente do que produzimos, fazemos, compramos e vendemos. Resultado: administrá-lo, encontrar e estimular o capital intelectual armazená-lo, vendê-lo e compartilhá-lo; tornou-se a tarefa econômica mais importante dos indivíduos, das empresas e dos países”.
Segundo Nonaka e Takeuchi (1997), “(…) conhecimento é um ativo intangível que está disperso na cabeça das pessoas que integram uma empresa e em documentos gerados em sua estrutura, como relatórios, memorandos, arquivos eletrônicos e, especialmente, na sua experiência prática”.
Com base nessas premissas, fica claro que a gestão do conhecimento desenvolve a percepção e o interesse pelo valor que o conhecimento representa não só em empresas, mas também na sociedade. Pesquisa simplificada conduzida com 15 pequenas e médias empresas (PME’s), com média de 150 funcionários, mostra que nenhuma das empresas pesquisadas ouviu falar ou conhece o assunto gestão do conhecimento como modelo estratégico.
Os modelos de gestão nas PME’s são modelos passados de geração a geração de pai para filho. Decisões sem embasamento, endividamento elevado e desperdícios, entre outros fatores, podem levar muitas delas ao fechamento.
Em grandes empresas, o apoio e o conhecimento dos executivos torna a tarefa de alteração do modelo gestão com base no conhecimento, menos árdua.
Já em pequenas e médias empresas é necessário trabalho árduo, que requer não só o conhecimento como ferramenta, mas sim doses incessantes de esforço psicológico para possibilitar a compreensão sobre o que acontece no mundo corporativo.
Segundo filósofo Michael Polanyi (1966) “Conhecimento tácito é muito difícil de ser expresso por meio de palavras e é adquirido com a experiência, de maneira prática. É subjetivo, prático, análogo”. A criação e o compartilhamento de conhecimentos individuais e organizacionais só é possível através de contatos face a face e conversas informais.
As idéias expostas não são simples, mas podem tornar-se viável em longo prazo justamente por tratar de um assunto que apresenta grandes possibilidades de retorno.
Pequenas e médias empresas adotam modelos de gestão que acabam minando a visão globalizada do proprietário. Também pode ser verificada a relutância em aceitar as mudanças que estão ocorrendo minuto a minuto no mundo ou mesmo em aceitar a mudança de paradigmas que são utilizados por muitos anos e que de certa forma geram resultados positivos mesmo que pequenos.
É comum encontrar empreendedores preocupados apenas com o que é tangível.
Investem grandes quantias em máquinas e ferramentas de última geração e colocam talvez em segundo plano o que há de grande valor em uma empresa: O Conhecimento. Um bem intangível, mas que interfere no resultado tangível.
Com a globalização, cada vez mais as empresas estão sendo forçadas a aumentar a competitividade e a isso está atrelado a redução de custos, lead times menores, produtos confiáveis, estreitamento de relação entre clientes e fornecedores. Enfim, um conjunto de ações que levem a empresa a obter resultados positivos e tornar-se competitiva no cenário mundial. Com base nessas vantagens competitivas tanto criação de novos paradigmas quanto a gestão do conhecimento tornam-se peças fundamentais para atingir o grau de competitividade esperado nas organizações.