Quem tem medo da crise?

criseCrise. Essa palavra vem gerando a tempos uma enxurrada de pessimismo para todos os brasileiros.
Mas será que realmente devemos nos preocupar com a crise? A resposta é sim e não.
Sim, se ficarmos parados estagnados em nossa zona de conforto, esperando o trem passar para pegarmos mais uma vez carona na onda de crescimento que pode vir ou não e nesse contexto da zona de conforto é que reside o medo da crise é a zona de conforto que cria desemprego e desempregados, empresas sem perspectivas paralisadas lutando contra os maus resultados acreditando que para equilibrar suas contas a solução é demitir funcionários para “reduzir custos”, aliás essa visão míope sempre acompanha empresários vezes oportunistas e vezes sem visão estratégica.
Não se empregadores e empregados ficarem atentos ao mercado. A indústria por exemplo. Não é necessário perder muitas horas com leituras e pesquisas na internet para descobrir empresas que estão investindo. Essas empresas quando investem geram uma cadeia de valor abrindo novas oportunidades para quem quer ampliar seus negócios ou até mesmo iniciar um novo negócio e ainda essa cadeia de valor abre oportunidades profissionais.
Trabalho, percepção, visão, dedicação e principalmente arrojo tronam a palavra crise uma mera coleção de letras sem sentido.

Os princípios da competitividade parte 3

Como comentado no post anterior, fazer melhor é igual a produzir um bem ou produto que atenda as expectativas do cliente dentro das exigências determinada pelo mesmo (identificação do valor para o cliente). E para fazer melhor as indústrias de manufatura devem atentar-se a cinco pontos primordiais que são:

1- Produzir corretamente sem erros

Significa entregar o produto para o cliente sem erros, em conformidade com o que foi solicitado.

Não é difícil ocorrer não conformidades por falta de atenção, erros operacionais, ferramentas inapropriadas, máquinas com defeitos e assim por diante, mas muitas vezes essas não conformidades não são identificadas ou relatadas, e pior, por medo o operador deixa de comunicar a chefia sobre a não conformidade. Isso acarreta uma série de transtornos não só para o cliente, mas principalmente para a empresa que fica com sua imagem “manchada” por entregar um produto fora do especificado. Mas como evitar esse tipo de problema?
Na verdade existe uma série de variáveis devem ser tratadas, mas algumas delas são fáceis de serem implementadas e ajudam no processo de redução de não conformidades:

– O treinamento de operadores e responsáveis pela fabricação dos produtos é um dos pontos fundamentais para que a empresa sempre entregue seus produtos dentro do especificado para seus clientes, pois se operadores e responsáveis pela fabricação souberem exatamente o que ocorre quando um produto não conforme é entregue para o cliente e os mesmos souberem também que não serão punidos por terem cometido o erro, sem sombra de dúvida os erros diminuirão e muito, mesmo porque operadores devem sentir-se parte do processo, entenderem que são importantes para o sucesso da empresa e que se produzirem corretamente ou apontarem eventuais não conformidades durante a fabricação estarão não só trazendo benefícios para a empresa, mas para si próprio, pois se a empresa ganha todos ganham. Ainda temos uma série de outros fatores como limpeza, organização, respeito profissional, ambiente favorável a motivação entre outros, mas o mais importe é que a empresa nunca entregue os produtos não conformes aos seus clientes.
– Outras variáveis que minimizam e muito as não conformidades dentro de um ambiente de fabricação e requer apenas o investimento básico para a produção são: dispositivos a prova de erros, também conhecidos por poka yoke que nada mais são dos que dispositivos criados para facilitar a identificação de não conformidades, um bom exemplo de poka yoke é o calibrador tampão passa não passa, manutenção preventiva de máquinas e dispositivos, ferramentas em bom estado, instrumentos de medição calibrados e em bom estado são outras variáveis que devem ter muita atenção. Não que isso reduza a zero as não conformidades, mas as diminui sensivelmente. Em outros textos tratarei cada uma dessas variáveis com mais profundidade.

2- Produzir rapidamente

Significa produzir com um intervalo de tempo entre o início da fabricação e a entrega do produto seja aceitável para o cliente. Esse tempo pode ser minimizado de várias formas também. Um bom exemplo é o sistema puxado de produção. Se um item é frequente, esse pode ser colocado no que chamamos de supermercado e assim, sempre que o cliente solicitar o produto será prontamente atendido. Outras formas de produzir rapidamente estão ligas diretamente com o item 4 desse texto que é ter um processo de fabricação flexível.

3- Ser pontual

Para atender a essa exigência, alguns conceitos devem ser levados ao pé da letra, uma programação de produção bem elaborada pode atender a essa exigência, porém nem sempre é o que acontece no chão de fábrica, mas se a empresa conhecer seu tempo takt e nivelar a produção (Heijunka) de acordo com a quantidade e o tipo de produto durante um período fixo de tempo, será possível atender de maneira eficiente as exigências do cliente e ao mesmo tempo evitar o excesso de estoque, reduzir custos, tempo de atravessamento, mão-de-obra e assim por diante. Nivele sua produção e uma das exigências do seu cliente será atendida.

4- Flexibilidade nos processos de produção

Significa atender as flutuações da demanda. Quem nunca se deparou com situações que paralisam totalmente a produção de um produto para priorizar outro?

Essa situação é muito comum, por isso a função de fabricação, manufatura ou produção deve ser flexível o suficiente para atender essas flutuações.
Troca rápida de ferramentas (SMED), 5s, sistema puxado de produção, manutenção preventiva, são quatro ferramentas que auxiliam a fábrica a absorver essas flutuações de forma tranquila, sem atropelos.

5- Reduzir custos continuamente

Isso significa que a empresa pode vender seus produtos a preços mais competitivos. Para atingir a redução de custos desejáveis medidas administrativas podem ser tomadas e reduzem os custos também, mas de forma muito tímida, na verdade para a obtenção desejada da redução de custos a empresa é obrigada a eliminar os desperdícios na produção. E para tal existe a produção enxuta com seus cinco princípios e a eliminação dos sete tipos de desperdícios, esse último é a principal ferramenta para a redução de custos, pois por definição desperdício é tudo aquilo que absorve recursos, mas não cria valor, ou em outras palavras tudo que o cliente não deseja pagar, sendo assim, pergunte-se sempre: essa atividade agrega ou não valor ao cliente? Caso não agregue valor, tente eliminá-la, mas se não for possível, tente mudar a forma de como é feita.
Apresentei os cinco pontos que permitem a empresa produzir melhor. Não fica a menor dúvida que a empresa que busca incessantemente atender as expectativas do seu cliente busca também dentro de seu processo os cinco pontos para atender os princípios da competitividade, mas é sempre muito importante e fundamental no processo de melhoria a empresa tratar a questão: “O que meu cliente deseja?” Ou “O que é valor para meu cliente?”
Todos os cursos que ofereço tem o objetivo de atender esses cinco pontos apresentados aqui. Caso queira iniciar uma jornada para aumentar a competitividade da empresa que trabalha, faça os cursos ead que disponibilizo gratuitamente no site http://furlani.eng.br/ead

Os princípios da competitividade parte 2

Não é difícil encontrar empresas onde a função de produção ou manufatura é vista como um obstáculo para os esforços competitivos da empresa. Já vivenciei isso em algumas empresas.
Em boa parte das indústrias de manufatura que iniciei o trabalho de consultoria o discurso sempre foi o mesmo: “Nosso custo com mão de obra na fábrica é muito alto, precisamos urgentemente reduzir os custos na fabricação, pois se não o fizermos não teremos condições de ser competitivos”.
Diante dessa colocação sempre perguntei:
O que a empresa deseja da fábrica?
Que papel a produção desempenha na vida da empresa?
Essas duas questões são amplamente discutidas durante as primeiras reuniões, até que os responsáveis sentem-se convencidos de que a manufatura é a principal razão da empresa existir.
Vale lembrar que quando estamos falando de manufatura, estamos falando também de profissionais especializados e por esse motivo vendem sua mão de obra a um preço justo pelo que fazem.
O grande problema não é a mão de obra que tem o valor elevado, elevando consequentemente os custos de produção, o problema está na maneira de como os produtos são produzidos, como os recursos da empresa são utilizados e assim por diante.
O sucesso de uma indústria de manufatura está ligado diretamente ao desempenho da função de fabricação, essa deve estar acima dos seus concorrentes, ou seja, os seus produtos tem uma especificação mais próximas das necessidades dos clientes do que os produzidos pelos concorrentes. Os produtos são fabricados atendendo as necessidades do cliente final que podem ser diversas, mas que a função de manufatura terá que atender.
Olhando por esse prisma, fica fácil a identificação de que o cliente determina o que é importante.
A instalação de um conjunto de metas e objetivos para a manufatura é a tradução das necessidades reais e potenciais dos clientes, isso significa identificar, por exemplo, se o preço é mais importante do que o prazo de entrega; porém, todas as variáveis exigidas pelos clientes tem peso igual às vistas da função de manufatura.
Seja qual for a maneira de identificar as necessidades dos clientes a verdade é que a função de manufatura deverá sempre estar pronta para fabricar um produto da melhor forma possível, ou seja, fazer melhor e fazer melhor significa cinco pontos: Não cometer erros, fazer rápido, ser pontual, ser flexível e ter preço competitivo. Esses cinco pontos serão comentados um a um no próximo texto “Os princípios da competitividade parte 3”.

Os princípios da competitividade parte 1

Em indústrias de manufatura, a função de fabricação representa o grosso do ativo e a maior parte de colaboradores, mas é um equívoco pensar na fabricação como “o grosso” do ativo. A fabricação é a verdadeira raiz da empresa, segundo Slack a fabricação são “os ossos, nervos e músculos” da indústria de manufatura. Com uma função de fabricação enxuta, saudável, é possível criar fortes alicerces para a empresa e assim suportar os ataques da concorrência, principalmente quando a concorrência é o tão temido mercado asiático (Chineses).

Não importa o quão seja bem definida a estratégia de uma empresa, se a função de fabricação for “doente” toda a estratégia estará comprometida.
A estratégia somente fará sentido se puder ser operacionalizada. Não que a estratégia não seja importante, muito pelo contrário, mas deve estar bem alinhada com o alicerce bem construído da função de fabricação.
E como o profissional da manufatura pode ajudar a empresa a ter uma função de manufatura “saudável”? Resposta: Buscando aperfeiçoamento profissional. Essa é uma das minhas propostas, compartilhar conhecimento através dos cursos de capacitação oferecidos no site.
O que ofereço não é apenas um curso de capacitação é a oportunidade do profissional ampliar seus horizontes, pois além dos cursos há também um fórum permanente para eventuais dúvidas, além de contato via skype comigo ou com outros participantes dos cursos, tudo isso para aplicar na prática os conhecimentos adquiridos no curso.
Com isso é possível criar uma função de fabricação forte e que esteja sempre alinhada com as estratégias da empresa suportando os ataques de concorrentes, principalmente o mercado Chinês!
Um bom exemplo do que estou relatando pode ser lido no Blog do Marcondes no post: http://blogdomarcondes.cimm.com.br/2012/02/22/harb-e-os-chineses

Não há segredo basta tornar sua função de fabricação forte e enxuta!

Fazer mais com o mesmo

Imagine a seguinte situação:
Empresa passando por uma dificuldade financeira, necessitando
ampliar seus negócios para sair da crise financeira; a produção aparentemente não possui mais capacidade para produzir, ou seja, a capacidade produtiva está totalmente tomada, por sua vez, o departamento de vendas fica impossibilitado de prospectar novos negócios devido a capacidade da produção não atender novos pedidos. O que fazer?
Em boa parte das empresas os líderes sempre pensam que o melhor para atingir resultados é investir em mais equipamentos, mais pessoal, ampliar os estoques, aumentar o espaço físico, gerar horas extras, enfim, aumentar os gastos. Sim, isso não é investimento e sim gasto, é apenas mascarar uma situação de baixa produtividade com medidas econômicas que tornam lideranças em verdadeiros oráculos.
Administrar com dinheiro é fácil, mas e se a situação financeira da empresa não está tão confortável como citado no início do texto e é necessário o aumento de produtividade para ampliar a capacidade de vendas também?
Aí é que está o “X” da questão, muitos profissionais prontamente desistem da jornada de ampliar a produtividade, pois acham que é impossível melhorar sem investimentos, ou então focam em melhorias insignificantes como, por exemplo, baixar o tempo de produção de uma peça de 15min para 14,5min, claro que houve ganho, mas esse não é o ganho necessário para ampliar a capacidade de produção, tão pouco para abrir espaço para novos negócios.
Pensar da trabalho e aí é que reside o problema.
Os profissionais devem pensar como alterar os processos tanto organizacionais como os processos de produção, tentar enxergar onde estão os desperdícios para eliminá-los para aí sim obter ganhos de produtividade significativos e consequentemente ampliar a capacidade de produção e proporcionar ao departamento de vendas condições para que possam prospectar novos negócios e melhorar a saúde financeira da empresa.
Mas como fazer isso?
É nessa hora que os profissionais das áreas de processos e produção entram em ação, estudando os processos já existentes e eliminando os desperdícios e para isso é imprescindível a utilização de ferramentas Lean e racionalização industrial, como por exemplo:
Mapeamento do fluxo de valor (proporciona uma visão clara dos desperdícios no processo),
SMED – troca rápida de ferramentas (reduz o tempo de preparação das máquinas, proporcionando ganhos efetivos de trabalho),
5s (no mínimo três desperdícios são minimizados),
Sistemas híbridos de produção (uma combinação de produção puxada com produção empurrada, o que é frequente puxe o que não é frequente empurre),
Tempos e métodos e cronoanálise (estudo do tempo de produção e análise desse tempo proporciona uma condição indispensável para a empresa saber o quanto está realmente ocupada).
Com os cursos que ofereço no site http://furlani.eng.br/ead o profissional ligado a melhoria de processos terá condições de iniciar uma jornada na eliminação de desperdícios e ampliação da capacidade de produção, mas um ponto é importante ressaltar, não basta apenas conhecermos as técnicas devemos sim pensar, pensar e pensar. Não tente nunca adequar a empresa a técnicas e ferramentas e sim a técnicas e ferramentas a realidade da empresa.

Estudo de tempos e métodos

O fato é: O estudo de tempos e métodos é extremamente importante nas organizações, sejam elas de qualquer natureza.
Qualquer trabalho realizado necessariamente demanda certo tempo e um método formal para executá-lo.
Quando um trabalho é executado com um método informal, corre-se o risco de não ser o melhor método, ou supondo que seja dificilmente será executado da mesma forma uma segunda vez, o que pode demandar maior de tempo de execução acarretando diversos inconvenientes para a organização como: aumento de custos, atrasos na produção, compras indevidas, perda de qualidade no produto, desperdício e assim sucessivamente.
O estudo de tempos e métodos pode ser definido como o estudo de um sistema que possui pontos identificáveis de entrada – transformação – saída, estabelecendo padrões que facilitam as tomadas de decisões, favorecendo o incremento da produtividade e ainda promove informações de tempos, para analisar e decidir sobre qual o melhor método a ser utilizado nos trabalhos de produção.
O estudo de tempo-padrão, definido como o processo de determinação do tempo necessário para a execução, em condições padronizadas dos trabalhos produtivos, necessita sempre de especificações prévia do método empregado para essa execução, o qual deve ter sido submetido a um estudo de métodos.
Os princípios e técnicas do estudo de métodos são universais, valendo para qualquer atividade que envolva o trabalho humano, assim, podem ser objetos de estudos, como realmente já tem sido, os serviços de lavoura, lojas, bancos, hotéis, hospitais etc.
Esta grande diversidade e grande extensão do campo de aplicação do estudo de métodos se explica: Há sempre variação de matérias primas, equipamentos, local de trabalho, etc, no entanto, o trabalho humano é sempre composto de combinações diversas dos mesmos movimentos fundamentais.
Portanto, a forma de estudar este trabalho humano, através de sua decomposição de elementos fundamentais, poderá ser sempre a mesma, independente do objetivo do trabalho ou do produto que está sendo produzido.
O conceito de “melhor método” depende de cada trabalho em cada situação particular.
Não significa obrigatoriamente “o mais econômico”, podendo fatores não econômicos intervir consideravelmente na decisão sobre qual é a melhor entre diversas alternativas de execução de um trabalho.

Bem feito ou para ontem?

Conheci um gerente de manufatura que sempre que chamado para uma tarefa difícil indagava: Você quer isso bem feito ou quer para ontem? E ele mesmo respondia: “Decida, pois não pode ter os dois”.
A maneira como o gerente dizia isso era tão efetiva que ninguém se atrevia a contradizê-lo.
Sempre afirmava que uma fábrica não poderia ser boa em tudo. Jamais eram discutidos assuntos tal como aumento de capacidade fabril, maior faixa de produtos, maior velocidade de entrega e até mesmo produtos mais baratos.
Uma pena, posteriormente, todos conseguiram enxergar que o gerente estava errado.
Talvez não seja possível de imediato ter a coisa bem feita e para ontem, mas é o caminho que deve ser seguido pelas indústrias de manufatura, ou seja, trabalhar para ter um produto que atenda as expectativas do cliente, no tempo, preço e valor percebido.
Meu trabalho é focado nisso!
Os cursos E.A.D que ofereço além de consultoria são voltados para o chão de fábrica, onde a “coisa acontece”, é aí que a empresa deve dar maior atenção no início de uma jornada de melhorias.
Reduza os tempos de setup, puxe a produção onde possível, organize a fábrica, determine os tempos de produção, controle a produção visualmente, padronize as operações e finalmente melhore continuamente.
Meu maior objetivo é contribuir com profissionais da área e empresas para que possamos nos tornar um país competitivo.

Cursos E.A.D. voltados para indústria

Em breve estarão disponíveis cursos a distância voltados para engenharia de produção.

Cursos que estarão disponíveis:

Ferramentas Lean:

Introdução a manufatura enxuta
Aumentando a produtividade com 5s
SMED – Troca rápida de ferramentas
Sistemas híbridos de produção
Estabilidade nos processos de manufatura

Racionalização industrial:

Racionalização industrial
Tempos e métodos
Cronoanálise
Custo padrão

Excel para engenharia de produção

Utilização do excel como ferramenta estatística
Automatizar rotinas de trabalho
Criar indicadores dinâmicos